Um rastreador pode conhecer sua posição e, mesmo assim, não conseguir mostrá-la na plataforma. Isso acontece porque obter coordenadas e transmitir dados são duas etapas diferentes.

Ao escolher um dispositivo para bovinos, funcionários, veículos ou ativos, é preciso responder a duas perguntas: como ele determinará a posição e por qual rede enviará essa informação? A resposta influencia a cobertura, a instalação, o consumo de energia e o custo de operação.

1. GPS e GNSS determinam a posição

O receptor GNSS capta sinais de sistemas de navegação por satélite, como GPS e BeiDou, e calcula coordenadas e horário. Para receber esses sinais, o dispositivo precisa de condições adequadas de recepção. Estruturas metálicas, interiores de edifícios, túneis e vegetação densa podem dificultar o posicionamento.

Depois de obter as coordenadas, o rastreador ainda precisa de um canal de comunicação para enviá-las ao servidor. Esse canal pode ser LoRaWAN, rede celular ou comunicação satelital, dependendo do projeto.

Por isso, a expressão “rastreador GPS por satélite” merece atenção: todo rastreador GPS utiliza sinais de satélites para posicionamento, mas nem todo rastreador transmite dados por satélite.

2. Quando usar LoRaWAN?

LoRaWAN é uma opção para dispositivos de baixo consumo que enviam mensagens relativamente pequenas. O terminal transmite os dados a um gateway dentro da área de cobertura. O gateway, por sua vez, encaminha as mensagens ao servidor pela conexão disponível no local.

Em uma fazenda, essa arquitetura pode conectar brincos eletrônicos, coleiras e sensores a uma rede planejada para a propriedade. O dispositivo LoRaWAN normalmente não precisa de um SIM celular individual; entretanto, a rede exige gateways, configuração de frequência e testes de cobertura. A quantidade de gateways depende do relevo, da vegetação, da altura das antenas e da área a atender.

LoRaWAN costuma ser adequado quando:

  • Há muitos dispositivos em uma área que pode receber infraestrutura própria.
  • As mensagens são curtas e os intervalos de envio podem ser planejados.
  • A autonomia da bateria é uma prioridade.
  • A equipe pode instalar e manter os gateways necessários.

3. Quando usar 4G?

Um rastreador 4G envia seus dados por uma rede celular compatível. Essa opção evita a instalação de gateways LoRaWAN na propriedade, desde que haja cobertura da operadora nos locais por onde o dispositivo circulará.

O 4G pode atender veículos, máquinas e equipes que se deslocam entre cidades ou regiões. Em contrapartida, cada terminal precisa de uma configuração celular compatível, e a comunicação depende do sinal disponível em campo.

Antes de escolher o equipamento, confira as bandas LTE do modelo, a cobertura da operadora, o plano de dados e a frequência de atualização necessária. Um mapa de cobertura é um ponto de partida; o teste no local de uso continua sendo necessário.

4. Quando a comunicação satelital faz sentido?

A comunicação satelital deve ser considerada quando os dados precisam chegar à plataforma a partir de áreas sem cobertura terrestre suficiente. Nesse caso, o dispositivo precisa de um modem satelital, uma antena apropriada e um serviço de comunicação ativo. Ter apenas um receptor GPS não oferece essa capacidade.

O projeto também deve verificar a área de serviço da rede escolhida, as condições de visada do céu, o tamanho das mensagens, a frequência de envio, a energia disponível e o custo do serviço. Em muitos casos, posições periódicas e eventos importantes são mais apropriados do que atualizações contínuas.

5. Comparação das opções de comunicação


Opção de transmissãoInfraestrutura necessáriaPonto principal a verificarAplicação típica
LoRaWANGateway e servidor de redeCobertura entre dispositivo e gatewayAnimais e sensores em uma fazenda
4GRede da operadora e conectividade do terminalBandas e cobertura celularVeículos, máquinas e equipes móveis
SatéliteMódulo e serviço satelital compatíveisÁrea de serviço, antena e custo das mensagensAtivos em regiões remotas

Essas tecnologias também podem ser combinadas em um projeto, desde que o hardware e o firmware da versão fornecida suportem os canais previstos.

6. O intervalo de reporte muda o resultado

A pergunta “qual tecnologia tem maior autonomia?” não pode ser respondida apenas pelo nome da rede. Um dispositivo que obtém posição e transmite a cada minuto trabalha de forma diferente de outro que envia uma mensagem por dia.

Para comparar soluções, defina primeiro:

  1. Quantas posições precisam ser recebidas por dia?
  2. Qual é o tempo máximo aceitável para receber um alerta?
  3. O dispositivo ficará parado, em movimento ou alternará entre os dois estados?
  4. Há energia externa, painel solar ou apenas bateria interna?
  5. O que deve acontecer quando a rede ficar temporariamente indisponível?

Com essas respostas, é possível configurar um piloto e medir entrega de mensagens, cobertura e consumo de energia nas condições reais de uso.

7. Como validar a escolha antes de comprar em volume

Comece com alguns dispositivos representativos. Instale-os nos animais, veículos ou ativos nas posições previstas para a operação. Depois, teste os locais mais difíceis: bordas da fazenda, vales, áreas com árvores, estruturas metálicas e trechos sem sinal celular.

Registre o horário em que cada posição foi obtida e o horário em que chegou à plataforma. Essa diferença ajuda a identificar se o problema está no posicionamento, na comunicação ou no processamento dos dados. Verifique também o consumo de bateria durante o mesmo período.

Uma solução bem dimensionada nasce desses testes. A escolha entre LoRaWAN, 4G e satélite depende de onde o dispositivo será instalado, quais dados precisam chegar e quando eles precisam chegar.

A Shenzhen Jinshengchang Technology Co., Ltd. pode avaliar dispositivos, gateways e integração de plataforma para projetos de rastreamento. Para definir a arquitetura, informe o país, a quantidade de terminais, a área de operação, o intervalo de reporte e a autonomia desejada.